Palestra: A Importância da Audição no Envelhecimento

Mais uma edição do Programa de Palestras Educativas (PPE) será realizada no dia 28 de maio, das 9h às 12h, no Salão Paroquial da Praça de Casa Forte, em Recife. A palestra será ministrada pela fonoaudióloga Andréa Carla Lima Coelho, gerente da unidade Audibel Recife.

O Programa realiza reuniões periódicas para familiares e cuidadores, com uma abordagem especializada sobre assuntos diversos. Gratuito e aberto ao público. As vagas são limitadas, para tanto, a Abraz solicita que façam as inscrições através do telefone: (81) 3272-0263 (das 8h às 12h) ou pelo e-mail: abraz.pe@abraz.org.br.

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Núcleo de Apoio

A Unimed Recife, em parceria com a ABRAz-PE (Associação Brasileira de Alzheimer), criou um núcleo de apoio para servir de auxílio aos cuidadores e familiares de pacientes portadores de Alzheimer. As reuniões ocorrerão uma vez ao mês, no auditório Mondragon – Hospital Unimed Recife II, das 19 às 21h.

A abertura acontecerá dia 25 de agosto, terça-feira, com palestra da presidente da ABRAz-PE, Dra. Carla Núbia: “Conhecendo a doença de Alzheimer e a importância do cuidador e da família”

As inscrições são gratuitas e abertas aos clientes Unimed Recife e ao público interessado. Inscreva-se pelo telefone 3302-6384 (NASC – Núcleo de Atenção á Saúde do Cliente).

Endereço? Praça Miguel de Cervantes, 188 – Ilha do Leite

QUANDO A MEMÓRIA SE VAI

HBO exibe a partir desta terça-feira, 4, O projeto Alzheimer, série de documentários que retrata o cotidiano de famílias abaladas pela doença que destrói a memória e o avanço da medicina para combater esse mal

Lena Castellón

HBO exibe a partir desta terça-feira, 4, O projeto Alzheimer

Produzida pela HBO Documentary Films, a série de documentários O projeto Alzheimer (The Alzheimer’s project) estreia na terça-feira, 4, na HBO. São quatro episódios que fazem um emocionante retrato do Mal de Alzheimer, doença degenerativa que destrói a memória – entre outras funções neurológicas – e que, segundo a Organização Mundial de Saúde, atinge 18 milhões de pessoas pelo planeta.

O primeiro episódio, “As fitas perdidas da memória”, mostra sete pessoas diagnosticadas com o mal, variando nesse caso o período em que convivem com a doença e seu estágio. Entre as histórias está a de Woody, que pertenceu a um grupo de cantores e que vive em uma casa desenvolvida especialmente para abrigar homens e mulheres que sofrem de Alzheimer. Em um momento, Woody é levado pela filha e a mulher para reencontrar seu antigo grupo. Perdida pelas ruas, a filha diz: “Estamos dando voltas”. Ao que mãe responde, após repetir diversas vezes ao marido para onde estão indo: “É o que acontece com nossa vida”.

Em outro caso, Yolanda, que também vive em uma residência especial, acredita que sua imagem no espelho é sua melhor amiga e que cobras ficam enroscadas em sua cadeira. Atormentada, ela não se recorda do filho, Roberto, mas se lembra de seus cachorros do passado. Quando Roberto também faz menção aos cães, Yolanda dispara: “Como você pode saber? Eu não te conhecia naquela época”. É um exemplo que estampa a marcante e amarga experiência de um filho não ser reconhecido pela mãe.

Esse e os demais episódios  – “Vô, você sabe quem eu sou?”, com Maria Shriver (produtora executiva de O projeto Alzheimer, junto com Sheila Nevins), “Avanços na Ciência” e “Cuidadores”, com transmissão semanal – foram desenvolvidos pela equipe que fez um projeto premiado, Vício (Addiction). Para o vice-presidente de conteúdo da HBO Latin America, Gustavo Grossman, exibir o documentário é gratificante porque “ele contribui para a conscientização sobre a doença”.

A HBO fez parcerias com entidades de combate ao Mal de Alzheimer na região. No Brasil, o apoio é dado à Federação Brasileira de Associações de Alzheimer (Abraz). Nos Estados Unidos, onde o projeto foi desenvolvido, o National Institute on Aging é um dos apoiadores. A HBO Latin America criou também uma plataforma eletrônica para ampliar as informações a respeito da doença, estratégia adotada nos Estados Unidos quando o documentário foi transmitido lá. Mais dados sobre o Mal de Alzheimer, sobre o projeto e sobre associações que apóiam doentes e familiares estão disponíveis neste ambiente da HBO (www.hbomax.tv/alzheimer).

Alterações vasculares cerebrais causam demência

do UOL

No Brasil, alterações vasculares cerebrais são mais importantes do que Alzheimer no desenvolvimento de demência, mostra um estudo inédito que será apresentado hoje no Icad (Congresso Internacional da Doença de Alzheimer), em Viena, pelo Grupo de Estudos em Envelhecimento Cerebral da Faculdade de Medicina da USP.

O trabalho, que avaliou 137 cérebros de pessoas que manifestaram demência moderada e grave, constatou que 30% dos casos tinham origem somente vascular, contra os 25% que foram causados apenas por doença de Alzheimer. Foram excluídos casos de derrame cerebral.

A confirmação de um possível diagnóstico de Alzheimer e de demência vascular só pode ser feita por autopsia. Algumas alterações nos vasos cerebrais, no entanto, podem ser apontadas em exames de ressonância magnética em vida.

A pesquisa também apontou que somente metade dos casos de demência vascular havia sido diagnosticada clinicamente. Entre os casos de demência estudados, 17,5% tinham sido considerados (ainda em vida) decorrentes de alterações vasculares. Depois de análise neuropatológica dos cérebros (após a morte), viu-se que 33,3% eram demência vascular.

Capacitação para cuidadores

A Unicap e o Geriavida, atendendo a uma necessidade cada vez mais forte em nossa sociedade, irão realizar o Curso de Capacitação para Cuidadores de Idosos, com a carga horária de 120 horas, em 10 encontros quinzenais, de julho a novembro de 2009. O curso tem como objetivo capacitar familiares e profissionais, qualificando-os para o atendimento ao idoso. Para isso, além de professores que trabalham atendendo idosos, o curso terá aulas práticas e teóricas, incluindo vivências em laboratório.

Dados Gerais

1. Público Alvo: Cuidadores de idosos, familiares, gestores, profissionais das áreas de saúde e social, e agentes de saúde
2. Pré-requisito: Ter cursado o ensino fundamental
3. Carga Horária: 120 horas
4. Período de realização: Julho a novembro de 2009
5. Horário das aulas: Encontros quinzenais às Sextas-feiras das 18h às 22h e aos Sábados das 8h às 12h e das 13h às 17h.
6. Local das aulas: UNICAP
7. Número de Vagas: 30
8. Seleção: Ordem de inscrição
9. Certificados: Freqüência e aproveitamento
10. Material didático incluso
11. Custo: 5 x R$ 150,00 = Total: R$ 750,00

Outras informações na Coordenação Geral de Extensão – 2119 4242 – Bloco G 4 – 302.

Dieta para evitar o Alzheimer

British Medical Journal acaba de publicar uma pesquisa que demonstra que alguns grupos de alimentos da dieta mediterrânea são mais poderosos que outros para a promoção de saúde. Vale recordar que a dieta mediterrânea é uma alimentação rica em peixes, verduras, legumes, frutas, cereais (melhor se forem integrais), azeite e outras fontes de ácidos graxos insaturados, e baixo consumo de carnes e laticínios e outras fontes de gorduras saturadas, além do uso moderado, porém regular, de álcool. Pesquisas têm revelado que a dieta mediterrânea reduz o risco de doenças cardiovasculares e da Doença de Alzheimer e está associada a uma maior longevidade.

Mais de 23 mil indivíduos na Grécia foram acompanhados por uma média de 8 anos, e numa escala de nove pontos em que cada ponto era atribuído ao consumo regular de uma classe de alimento da dieta mediterrânea, o aumento em dois pontos nessa escala conferiu uma redução de mortalidade em 14%. Em outras palavras, a pesquisa conseguiu demonstrar de forma inédita que o efeito positivo das diferentes classes de alimentos teve um efeito cumulativo.

Os hábitos alimentares mais associados a uma maior longevidade foram: consumo moderado de álcool, baixo consumo de carnes, e alto consumo de verduras, frutas, legumes, castanhas e azeite. Na ausência desses componentes, os benefícios da dieta mediterrânea eram significativamente reduzidos. Por outro lado, o padrão de consumo de laticínios, cereais, peixes e frutos do mar não fez muita diferença na longevidade dos participantes. Isso não quer dizer que se deve passar a exagerar no consumo de laticínios ou retirar do cardápio os peixes e cereais integrais, pois essas seriam atitudes nada inteligentes.

Dr. Ricardo Teixeira

Novo teste para detectar a DA

Um novo teste cognitivo para detectar a Doença de Alzheimer mostrou-se mais rápido e mais preciso do que outros testes já existentes, revela estudo recém-publicado pelo British Medical Journal.

Calcula-se que 24 milhões de pessoas no mundo tenham o diagnóstico de demência e esse número tende a aumentar com o crescente envelhecimento da população. O diagnóstico precoce da doença é importantíssimo, já que os tratamentos atualmente disponíveis são mais eficazes nas fases precoces da doença. Além disso, os tratamentos do futuro visam a intervenção em fases cada vez mais precoces. Existem inúmeros testes que permitem dizer se a pessoa tem problemas de desempenho de memória ou outras dimensões cognitivas. Alguns testes são bem sofisticados e sensíveis, mas por serem complexos, demandam muito tempo para sua aplicação e são pouco disponíveis devido ao alto custo e pela limitação de poucos profissionais habilitados para realizar tais testes. Por outro lado, existem testes de fácil e rápida aplicação, mas que não são sensíveis ao diagnóstico precoce de demência.

Pesquisadores ingleses desenvolveram um novo teste chamado TYM (“test your memory” – teste sua memória) que concentra a facilidade e rapidez de aplicação com uma boa sensibilidade para detecção de déficit cognitivo. O teste inclui dez tarefas que avaliam diversas funções cognitivas e não precisa ser aplicado por profissional especializado. O teste foi aplicado a 540 pessoas saudáveis e sem queixas de memória com idades entre 18 e 95 anos, durando uma média de 5 minutos. Foram ainda testados 139 pacientes com diagnóstico da Doença de Alzheimer e com Transtorno Cognitivo Leve, diagnóstico intermediário entre a normalidade e a demência. Os indivíduos saudáveis tiveram uma pontuação média de 47 pontos de um score máximo de 50, com leve redução de desempenho apenas após os 70 anos de idade.

Outros dois testes foram realizados a título de comparação com o novo teste, entre eles o Mini-Exame do Estado Mental que é o mais utilizado teste para o diagnóstico de demência. O Mini-Exame do Estado Mental foi capaz de detectar apenas 52% dos pacientes com a doença de Alzheimer, enquanto o novo teste detectou 93% dos pacientes quando a nota de corte utilizada foi menor ou igual a 42 pontos – a média de pontuação dos pacientes foi de 33 pontos de um total de 50. O novo teste, além de examinar mais dimensões cognitvas do que o Mini-Exame, também foi mais rápido.

Os resultados com os ingleses são excelentes, mas ainda não podem ser extrapolados para outras etnias e por isso não faz sentido simplesmente traduzir o teste e aplicá-los em nosso meio. O teste só deverá ser aplicado após validação científica de uma versão traduzida para nossa língua, adaptada para nossa cultura e testada em brasileiros. E isso não deve demorar.[14]

:: Dr. Ricardo Teixeira é Doutor em Neurologia pela Unicamp. Atualmente, dirige o Instituto do Cérebro de Brasília (ICB) e dedica-se ao jornalismo científico. É também titular do Blog “ConsCiência no Dia-a-Dia” http://www.consciencianodiaadia.com e consultor do Grupo Athena